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TRANSPORTE

há 10 meses

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Paralisação na rodoviária de Campo Grande cobra segurança e combate a transporte clandestino

Rodoviários denunciam ação ilegal de vans e aplicativos dentro do terminal e conseguem reforço permanente com guardas 24h

O clima na rodoviária de Campo Grande ficou tenso na manhã desta quinta-feira (14), com uma paralisação liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário da Capital. A motivação: a insegurança crescente e a concorrência predatória decorrente do transporte clandestino, com vans, Ubers e lotações operando dentro do terminal e prejudicando as empresas regulares.

“Esses transportes informais invadem o espaço da rodoviária, desviam passageiros e comprometem a regularidade das empresas que pagam impostos, corroendo sua margem para negociar salários”, explica William Alves da Silva, presidente do sindicato.

Alems

O movimento foi suficiente para chamar atenção: após cerca de uma hora, foi firmado um acordo. A administração do terminal — gerenciada pela Socicam — se comprometeu a manter dois guardas armados 24 horas por dia, até que uma empresa de segurança privada seja contratada para reforçar a vigilância no local.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de MS lamentou os frequentes episódios de vandalismo e abuso dos clandestinos que assediam passageiros das linhas regulares e criticaram a ausência de uma fiscalização efetiva — que compromete a segurança de trabalhadores e usuários do sistema.

A Prefeitura informou que já existe uma base da Guarda Civil Metropolitana na rodoviária e que intensificou as rondas pelos três turnos com viaturas que permanecem por períodos prolongados. Um novo posto fixo da GCM também está em planejamento para reforçar a presença no terminal.

Por que isso importa?

A demanda é direta e justa: para que a concorrência seja leal e não coloque em risco passageiros e trabalhadores, é necessária fiscalização efetiva, controle dos acessos ao terminal e respeito absoluto à lei. Sem isso, as empresas regulares, que cumprem com as obriigações fiscais e de segurança, ficam fragilizadas — e os usuários, vulneráveis à exploração clandestina.

“Não estamos lutando contra a concorrência. Queremos uma concorrência justa, com regras claras e segurança para todos”, resume William Alves da Silva.

Encerramento da paralisação

Com o acordo assinado e o reforço na segurança confirmado, os embarques voltaram ao normal ainda na manhã desta quinta-feira. O sindicato, no entanto, segue atento às próximas medidas e promete nova mobilização caso o compromisso não seja cumprido.

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