Mato Grosso do Sul terá destaque na COP30, que será realizada em novembro em Belém (PA), com a apresentação de um documento inédito da Embrapa que mostra o agronegócio sustentável brasileiro e busca captar financiamento internacional.
O estudo envolve 43 unidades da Embrapa em todo o país, incluindo as de Mato Grosso do Sul: Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande) e Embrapa Pantanal (Corumbá). O documento será apresentado a investidores internacionais durante a conferência.
O ex-ministro da Agricultura e enviado especial para a COP30, Roberto Rodrigues, destacou que o material mostrará iniciativas do Brasil que podem ser replicadas em outras regiões tropicais, como América Latina, África Subsaariana e Ásia. Entre os temas abordados estão produção de alimentos, uso sustentável do solo, conservação ambiental e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
Em Mato Grosso do Sul, a metodologia Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS) já está sendo aplicada em nove fazendas, com foco em eficiência produtiva e conservação ambiental. A pecuária pantaneira do Estado inclui mais de 2 milhões de cabeças de gado, com raças como Nelore, Tabapuã, Brahman e cruzamentos como Brangus e Angus x Nelore. A produção é voltada principalmente para cria no Pantanal, com recria e engorda em outras regiões, como o Cerrado.
O agronegócio sul-mato-grossense é um dos mais produtivos do país. Em 2023, registrou crescimento de 32%, o maior entre os estados, segundo a Resenha Regional do Banco do Brasil. A safra 2024/2025 produziu 75,3 milhões de toneladas de grãos em 7,4 milhões de hectares, concentrados principalmente no Cerrado.
Durante a COP30, os resultados do agronegócio de Mato Grosso do Sul serão apresentados na AgriZone, demonstrando o uso de ciência e tecnologia para produção sustentável e como o Estado pode receber investimentos internacionais.


