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VIROU LEI

há 9 horas

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Nova lei regulamenta internação involuntária de dependentes químicos em Campo Grande

Texto sancionado nesta quarta-feira (23) prevê medida excepcional quando outras alternativas de tratamento forem insuficientes

Foi sancionada nesta quarta-feira, dia 23, a lei de autoria do vereador André Salineiro (PL) que estabelece diretrizes e procedimentos para o tratamento de dependentes químicos na rede de atenção à saúde de Campo Grande, incluindo critérios para internação voluntária e involuntária. A medida pretende socorrer os usuários e resolver o problema se insegurança gerado pelos furtos e ameaças nas ruas, em especial no Centro da cidade. 

Para Salineiro, a nova lei busca dar segurança e organização à rede de saúde para enfrentar um problema que afeta não apenas o dependente químico, mas também suas famílias e toda a sociedade.

“A proposta não é de recolhimento indiscriminado. É de tratamento. Precisamos dar condições para que quem está dominado pelas drogas tenha acesso à recuperação, especialmente quando as alternativas fora do ambiente hospitalar não forem suficientes”, destaca Salineiro.

A proposta estabelece critérios objetivos para que a internação involuntária seja adotada somente em situações excepcionais. Conforme a legislação, a medida deverá ser formalizada por médico responsável, após avaliação do tipo de droga utilizada, do padrão de uso e da impossibilidade comprovada de utilização de outras alternativas terapêuticas.

A internação deverá durar apenas o tempo necessário para a desintoxicação, limitada ao prazo máximo de 90 dias, e seu encerramento será determinado pelo médico responsável. A família ou o representante legal também poderá solicitar a interrupção da internação a qualquer momento.

A legislação não estabelece uma política de caráter policialesco ou de internação indiscriminada. A prioridade continua sendo o atendimento ambulatorial, com a internação admitida excepcionalmente quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

Com a sanção, Campo Grande passa a contar com regras municipais específicas para organizar o atendimento e estabelecer critérios para os casos em que a internação se tornar necessária, buscando conciliar o direito ao tratamento, a proteção das famílias e a necessidade de enfrentar os impactos da dependência química nas ruas da Capital.

Com informações da assessoria.

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