O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que a ONU atravessa um de seus momentos mais críticos.
“O sentimento que me move hoje é o da indignação”, declarou. Lula afirmou que a organização está falhando em uma de suas principais missões: “livrar a humanidade do flagelo da guerra”. Segundo ele, a credibilidade da ONU está em baixa e sua capacidade de proteger as populações mais vulneráveis foi reduzida diante dos conflitos em andamento.
Durante o pronunciamento, Lula também criticou o Conselho de Segurança da ONU. “Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, afirmou.
O presidente lembrou ainda que, desde 1946, o Brasil questiona o poder de veto concedido aos membros permanentes do Conselho. Para Lula, esse mecanismo deu às grandes potências um privilégio que dificulta respostas coletivas diante das crises internacionais.
As guerras ocuparam parte importante do discurso. Lula afirmou que “a guerra é a falência total da política” e defendeu a diplomacia e o multilateralismo como instrumentos para enfrentar conflitos e reduzir as tensões entre os países.
Ao falar sobre soberania, Lula também declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e defendeu relações internacionais baseadas em cooperação e respeito à autonomia dos países.
Esta foi a décima vez que Lula abriu o debate geral da Assembleia Geral da ONU. Antes do pronunciamento, ele se reuniu com o secretário-geral da organização, António Guterres.
Com informações da Agência Brasil.

