O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), publicou nesta quinta-feira (9) um vídeo nas redes sociais em que atribui parte da responsabilidade pela eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo à influência de pessoas ligadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na gravação, o político cita o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o filho do magistrado, Francisco Mendes, ao comentar a estrutura de poder da entidade.
Durante o vídeo, Zema afirma que a CBF não dará explicações aos torcedores sobre a campanha da Seleção e sustenta que Francisco Mendes exerceria influência nos bastidores da entidade, apesar de não ocupar cargo formal. Segundo o ex-governador, essa relação teria impacto na condução da confederação e, consequentemente, no desempenho do futebol brasileiro.
As declarações foram divulgadas poucos dias após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, resultado que intensificou as críticas à gestão da CBF e abriu espaço para manifestações de diferentes setores políticos e esportivos.
O vídeo rapidamente repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos de Zema. Enquanto aliados compartilharam o conteúdo em defesa da necessidade de mudanças na administração do futebol brasileiro, opositores classificaram as declarações como uma tentativa de politizar o desempenho esportivo da Seleção.
Até a publicação desta matéria, não havia registro de manifestação pública de Gilmar Mendes, de Francisco Mendes ou da Confederação Brasileira de Futebol sobre as declarações feitas por Romeu Zema.
O episódio amplia o debate envolvendo a gestão da CBF e mantém a repercussão política em torno da eliminação brasileira na Copa do Mundo. A expectativa é de que novas manifestações sobre o caso ocorram nos próximos dias, tanto por parte dos envolvidos quanto de representantes do meio esportivo e político.


