O empresário Fábio Jatchuk Bullmann, residente em Campo Grande, foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Essa condenação representa a sexta sentença de bolsonaristas de Mato Grosso do Sul envolvidos em atos antidemocráticos, totalizando 94 anos de prisão para o grupo.
De acordo com o voto do ministro Alexandre de Moraes, Bullmann foi detido pela Polícia Militar dentro do Palácio do Planalto. Ele viajou até Brasília, participando dos atos contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em apoio a um golpe de Estado.
Em seu interrogatório, Bullmann afirmou ter entrado no Palácio do Planalto pela porta aberta, tentando se proteger ao puxar um armário que acabou caindo. Posteriormente, foi conduzido por policiais até o saguão para receber atendimento médico, onde acabou sendo preso.
Apesar da defesa alegar inocência e negar a intenção de Bullmann em participar de atos antidemocráticos, mensagens encontradas em seu celular revelaram suas verdadeiras intenções, destacando discursos golpistas e incitação à violência.
A sentença do STF ressalta a gravidade dos atos cometidos, buscando desestabilizar o Estado Democrático de Direito, e reforça o compromisso do judiciário brasileiro com a defesa das instituições democráticas.
Votaram pela condenação de Bullmann os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Com essa sexta condenação, os bolsonaristas de MS somam 94 anos de prisão, além de uma indenização de R$ 30 milhões.

