Uma bomba explodiu no cenário político brasileiro com as revelações feitas pela Polícia Federal sobre a existência da "Abin Paralela", uma alegada operação clandestina de arapongagem que teria como alvo figuras proeminentes da política nacional. O Jornal da Band trouxe à tona os resultados de uma investigação de duas últimas semanas, destacando políticos de diversas esferas, incluindo as sul-mato-grossenses Soraya Thronicke e Simone Tabet, candidatas à presidência em 2022.
As senadoras, que desempenharam papéis de destaque na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Covid, foram incluídas em uma lista de 21 nomes, juntamente com outros membros da CPI. A descoberta levanta questionamentos sobre a motivação por trás desse monitoramento ilegal, que, segundo a investigação, envolveu o uso de equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O programa espião, denominado Firstmile, teria sido utilizado para rastrear mais de 60 mil acessos aos telefones dos alvos. Entre eles, estão não apenas políticos de oposição, mas também aliados do governo anterior, como os ex-ministros Abraham Weintraub, Anderson Torres, e Flávia Arruda, bem como o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.
A apuração da Polícia Federal indica que dossiês e documentos produzidos pela "Abin Paralela" foram entregues ao Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro. O ex-chefe da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem, e o vereador Carlos Bolsonaro são apontados como principais responsáveis pelo monitoramento ilegal. Ambos negaram envolvimento e ainda não foram interrogados pelas autoridades.
Além dos políticos, a lista de alvos incluiu governadores, como João Doria e Camilo Santana, e até mesmo membros do Supremo Tribunal Federal, como Luis Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

