Em meio ao embate entre o Congresso Nacional e o Ministério da Fazenda sobre a desoneração da folha de pagamento, líderes de partidos aliados apresentaram sugestões polêmicas à equipe econômica. Com o intuito de compensar a estimada perda de R$ 6 bilhões neste ano após a derrubada do veto presidencial, as propostas incluem a redução do fundo eleitoral e uma nova taxação para produtos comercializados por "marketplaces", como os conhecidos sites chineses.
Durante reuniões com o secretário-executivo da Fazenda, Dario Duringan, que atua interinamente até o retorno de Fernando Haddad, as sugestões foram discutidas. A medida visa evitar uma nova derrota para o governo após o Congresso rejeitar o veto de Lula à prorrogação da desoneração de 17 setores da economia.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que se reuniu com Lula para tratar do assunto, anunciou que aguardará a volta de Haddad na próxima segunda-feira (15) para abordar a questão. Destacou ainda a busca por uma "solução de arrecadação sustentável".
As propostas controversas envolvem a possível elevação da taxação de compras em "marketplaces", como Shein, Aliexpress e Shopee. Tal medida, considerada impopular devido à popularidade desses sites, enfrenta resistência, especialmente entre o público jovem. A sugestão de redução do fundo eleitoral também encontra descontentamento, abrangendo uma ampla gama política, da esquerda à extrema direita no Congresso.
O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), reconheceu a complexidade do debate e as dificuldades envolvidas, comprometendo-se a negociar para avançar na discussão legislativa. (com inf do G1)

