O clima tenso que permeia o ambiente político brasileiro ganhou destaque na última quarta-feira, 20, durante a sessão de promulgação da reforma tributária na Câmara dos Deputados. O deputado Washington Quaquá (PT-RJ) protagonizou um episódio controverso ao agredir fisicamente Messias Donato (Republicanos-ES), gerando repercussão imediata e levantando questionamentos sobre ética e conduta parlamentar.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), classificou o incidente como "grave". No entanto, ressaltou que, até o momento, não houve nenhuma representação formal sobre o caso. O Conselho de Ética, segundo Leur, atua mediante provocação, e a ausência de uma denúncia formal pode limitar a ação do órgão.
O tumulto teve início durante um bate-boca entre parlamentares, com Quaquá gravando um vídeo e utilizando um termo considerado homofóbico para se referir a Nilokas Ferreira (PL-MG). A situação escalou quando o deputado petista esbofeteou Messias Donato. Quaquá alega ter revidado uma agressão, enquanto membros bolsonaristas proferiam gritos contra o presidente Lula.
Messias Donato afirmou que registrará boletim de ocorrência sobre o incidente, e sua equipe planeja apresentar uma representação ao Conselho de Ética. O choro do parlamentar republicano ao discursar na tribuna do plenário da Câmara ressaltou a gravidade do ocorrido e aprofundou as discussões sobre o respeito no ambiente político.
Em resposta, Washington Quaquá alegou que Donato proferia ofensas contra o presidente Lula, justificando sua decisão de iniciar uma gravação. O líder da bancada do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PT-PR), anunciou que o partido irá processar cada deputado que xingou e agrediu Lula, evidenciando a escalada de tensões políticas no país.

