A Câmara Municipal de Campo Grande anunciou a contratação de um novo sistema de votação eletrônica, totalizando R$ 2,7 milhões em investimentos. A decisão gerou questionamentos, pois, ao longo deste ano, a Casa de Leis realizou 80 sessões ordinárias, o que representa um custo aproximado de R$ 33,7 mil por reunião para o município.
A empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda. foi a vencedora do Pregão Eletrônico nº 016/2023, sendo a única interessada. A mesma empresa já prestava serviços semelhantes para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) desde 2018. No entanto, a Câmara Municipal pagará cerca de 10 vezes o valor do contrato da Alems.
Em justificativa, a Câmara Municipal destacou que a locação da solução tecnológica visa modernizar e agilizar os trabalhos na Casa. A novidade possibilitará resultados de votações instantâneos, contribuindo para o controle parlamentar e otimizando o tempo de uso da palavra.
O sistema inclui diversos itens, como displays principais, dispositivos para presidência e vereadores, câmeras para registros e transmissão, roteador, nobreak, sistema de gerenciamento e controle de votação, entre outros. A empresa contratada deverá prestar serviços pelo período de 12 meses.
A contratação gerou comparações com o contrato da Visual Sistemas Eletrônicos Ltda. com a Alems, evidenciando que a Câmara Municipal pagará aproximadamente 9,8 vezes mais pelo mesmo serviço.
A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O investimento levanta debates sobre a eficácia do gasto público e a necessidade de transparência na utilização dos recursos municipais.

