Na esteira da Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná emitir um parecer favorável à cassação do mandato do senador Sergio Moro, o advogado do ex-juiz, Gustavo Guedes, manifestou respeito à decisão, mas discordou dos fundamentos apresentados. O parecer, divulgado nesta quinta-feira, considerou que houve abuso de poder econômico durante a pré-campanha para as eleições de 2022.
Guedes destacou que a discordância está centrada na interpretação dos gastos realizados fora do Paraná e na consideração de despesas tidas como indiferentes eleitorais como parte das despesas de pré-campanha. O advogado ressaltou que, mesmo diante da decisão favorável à cassação, a defesa conseguiu reduzir significativamente os valores inicialmente alegados nas acusações.
"A boa notícia é que dos 20 milhões inventados pelo PT; e os 6 milhões criados pelo Podemos, já reduzimos para 2 milhões. Seguiremos baixando ainda mais a conta no trabalho de convencimento dos juízes do TRE. A improcedência acontecerá", afirmou Guedes em resposta ao parecer da Procuradoria.
Sergio Moro, por sua vez, havia prestado depoimento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná em dezembro, onde criticou as ações que considerou "levianas". As acusações envolviam caixa dois, uso indevido de meios de comunicação social e abuso de poder econômico. No entanto, o parecer descartou as acusações de caixa dois e uso indevido de comunicação social, focando apenas no abuso de poder econômico.
A defesa de Moro, representada por Gustavo Guedes, continua a se posicionar de maneira firme, reiterando que o trabalho de convencimento dos juízes será persistente. Enquanto isso, os autos seguem para o desembargador relator do caso, que deve julgar a ação em janeiro. A decisão final pode ter implicações significativas, incluindo a inelegibilidade de Moro e a possibilidade de novas eleições para o Senado no Paraná. ( com inf do G1)

