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Política

há 2 anos

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Milei surpreende ao assinar 13 decretos em seu primeiro dia como presidente da Argentina

No seu primeiro dia como presidente da Argentina, Javier Milei surpreendeu o país ao assinar 13 decretos, marcando uma série de alterações significativas na estrutura governamental. Entre as medidas mais controversas está a revogação de um decreto de 2018, assinado por Maurício Macri, que proibia parentes de membros eleitos de ocuparem cargos na máquina pública.

Dentre as nomeações que geraram grande repercussão, destaca-se a indicação da irmã de Milei, Karina, para o papel de primeira-dama e secretária-geral do governo. A decisão levanta questionamentos sobre nepotismo e abre espaço para debates acalorados na esfera política argentina.

Outra mudança expressiva foi a reorganização dos ministérios, com uma redução drástica de 18 para 9 pastas. Nicolás Posse foi nomeado chefe da Casa Civil, recebendo uma atribuição ampliada que inclui a gestão das empresas estatais argentinas. Milei enfatizou a responsabilidade de Posse em intervir nos planos e orçamentos das empresas do Estado, além de supervisionar processos como intervenção, liquidação, encerramento, privatização, fusão, dissolução ou centralização.

A descrição do cargo de Posse aponta para uma mudança fundamental na dinâmica de poder, sugerindo que as decisões sobre as empresas estatais agora passarão pelo crivo da Casa Civil, com implicações para a atuação do ministro da Economia, Luis Caputo.

O decreto também delineou a nova configuração dos ministérios, com mudanças significativas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, juntamente com a Secretaria de Assuntos Estratégicos, agora será subordinado à Casa Civil. O antigo Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e Esporte será integrado pelo Ministério do Interior.

As extintas pastas de Transportes, Obras Públicas e Habitat e Desenvolvimento Territorial serão transformadas em secretarias do Ministério da Infraestrutura. Por fim, o Ministério do Capital Humano será responsável pelas áreas de Seguridade Social, Educação, Cultura, Trabalho e pelo recém-criado Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade.

 

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