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Política

há 2 anos

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Impasses políticos adiam votação da MP da subvenção, crucial para arrecadação em 2024

Retorno antecipado do ministro da Fazenda, não desbloqueia impasses na Medida Provisória que busca restringir benefícios fiscais a grandes empresas.

A tão aguardada votação da Medida Provisória (MP) da subvenção, estratégia-chave para impulsionar a arrecadação em 2024, enfrenta novos entraves. Mesmo com o retorno antecipado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após sua viagem ao Oriente Médio e à Alemanha, impasses políticos persistem, envolvendo desde a liberação de emendas parlamentares até as pressões do setor privado, que será diretamente impactado pelas alterações propostas.

A apresentação do relatório da MP, a cargo do deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG), estava inicialmente programada para ontem, mas foi adiada novamente, criando um cenário de incertezas. A expectativa agora é que a votação ocorra na última semana antes do recesso parlamentar, aproximadamente no dia 18.

O texto da MP, que visa restringir o uso de benefícios fiscais por grandes empresas, tem sido alvo de desidratações significativas à medida que enfrenta negociações e pressões no Congresso. A proposta original previa um incremento de R$ 35,3 bilhões na arrecadação de 2024, mas concessões foram feitas pela equipe econômica diante das resistências políticas.

Um dos pontos de maior controvérsia é a retroatividade da medida, que propõe cobrar tributos não recolhidos, utilizando parcelamentos e descontos. Inicialmente, o desconto máximo estava em 65%, mas agora está em 80%, levando empresas a contestarem essa cobrança retroativa.

“Estamos concordando em dar um desconto sobre os R$ 90 bilhões de condenação do STJ a praticamente todas as empresas”, declarou Haddad após reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O debate em torno da MP da subvenção se torna crucial não apenas para os planos fiscais do governo em 2024, mas também para as relações entre o poder público e o setor empresarial, evidenciando um delicado equilíbrio entre a necessidade de arrecadação e os interesses do setor privado.

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