O Senado Federal aprovou, de forma simbólica, nesta terça-feira (28), o protocolo de adesão que possibilita a entrada da Bolívia no Mercosul. A votação contou com apenas dois votos contrários, dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Cleitinho (PL-MG). Agora, aguarda-se a ratificação do presidente da República para que a Bolívia se torne oficialmente parte do bloco.
A discussão sobre a integração da Bolívia no Mercosul teve início durante o primeiro governo de Lula, em 2006, e, após longo processo, o país vizinho teve seu pedido aceito em janeiro do ano seguinte. O acordo final, estabelecendo critérios obrigatórios para a adesão, foi assinado em 2015, durante o governo Dilma.
A última etapa para a concretização da entrada da Bolívia no bloco é a ratificação por parte do presidente brasileiro, Lula. Todos os demais países-membros do Mercosul já concordaram com a adesão boliviana.
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), relator do protocolo, ressaltou a importância da aprovação para a ampliação do comércio na América do Sul. Ele destacou que a medida pode abrir novos mercados para empresas brasileiras, fortalecendo ainda mais as relações comerciais com a Bolívia.
Após a votação, o Senado aprovou um requerimento para a criação de um grupo de trabalho que irá verificar a situação política e social do Estado Plurinacional da Bolívia. O senador Cid Gomes (PDT-CE), autor do requerimento, explicou que, em 2015, um dos critérios para aceitar a Bolívia no bloco era o acompanhamento das questões democráticas no país. O grupo de trabalho será responsável por analisar e endereçar as preocupações levantadas durante a reunião do colegiado, realizando visitas a órgãos legislativos e entidades da sociedade civil organizada na Bolívia.( com Imf Senado)

