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Política

há 2 anos

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Auditores Fiscais buscam 'supersalários' enquanto GCMs anseiam por reconhecimento salarial

A proposta de R$ 70 mil em cargos de confiança na Sefin gera debate e reações em outras categorias, que prometem marcar presença na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira.

O cenário político em Campo Grande se agita com a iminente votação de um projeto nesta quinta-feira na Camara  de Vereadores,  que promete redefinir significativamente a remuneração dos auditores fiscais da Secretaria de Finanças (Sefin), resultano em uma duplicação dos rendimentos desses profissionais elevando em seus ganhos de até R$ 70 mil. 

A iniciativa, apresentada pelo Executivo, tem como motivação primordial a necessidade de adequação à iminente reforma tributária. No entanto, a amplitude do projeto tem suscitado debates intensos e levantado questionamentos sobre sua real extensão.

Durante a votação, outras categorias também prometem marcar presença na Câmara, buscando melhorias que estão pendentes. Coincidentemente, essa ação ocorre no mesmo dia em que está prevista o protesto dos  membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que exigem  o pagamento do adicional de periculosidade a 1.253 agentes da corporação.

Este ano, os servidores não viram nem mesmo a reposição da inflação. O adicional de periculosidade, representando um acréscimo mensal significativo de cerca de R$ 570,00 para um guarda municipal iniciante, é visto como uma oportunidade crucial de valorização para uma categoria historicamente negligenciada.

O sindicato da GCM já buscou a Justiça, obtendo uma liminar em outubro que ordenava o pagamento imediato do adicional. Entretanto, a prefeitura alega restrições financeiras devido ao gasto acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A possibilidade de rendimentos chegando a cifras tão elevadas como R$ 70 mil para cargos de confiança desperta não apenas interesse, mas também preocupação entre os cidadãos e outros setores do funcionalismo público. A transparência na distribuição dos recursos e a justificativa para tais incrementos salariais tornam-se pontos centrais nas discussões.

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