Na última quinta-feira (5), a bancada federal de Mato Grosso do Sul se reuniu com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em Brasília, para discutir a crescente animosidade entre os povos indígenas e os produtores rurais do estado. Os deputados federais Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, todos do PSDB, juntamente com a senadora Tereza Cristina (PP), expressaram preocupação com a possibilidade de um conflito armado entre as partes.
O motivo dessa preocupação está relacionado às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial a derrubada da tese do "marco temporal", que tem impacto direto nas reivindicações de terras indígenas. Os parlamentares ressaltaram a importância de evitar que essa situação escalasse para uma crise ainda maior.
Beto Pereira destacou a necessidade de diálogo, equilíbrio e bom senso por parte de todas as partes envolvidas. Ele também enfatizou a importância de garantir a ordem e o direito à propriedade, ao mesmo tempo em que reconhece um vácuo na legislação que precisa ser resolvido.
Dagoberto Nogueira compartilhou informações das autoridades locais que indicam a iminência de um conflito armado na região de Antônio João, onde indígenas guarani-kaiowá reivindicam a demarcação da terra Ñande Ru Marangatu. Ele pediu a permanência da Força Nacional na área até que uma solução judicial seja encontrada, alertando também para possíveis conflitos em outras regiões.
Após a reunião com os representantes de Mato Grosso do Sul, o Ministro Flávio Dino afirmou que determinou à Polícia Federal e à Força Nacional que atuem de forma imparcial, garantindo o direito à propriedade sem recorrer à violência.
O Ministério Público Federal (MPF) também está acompanhando de perto a situação e instaurou um procedimento de acompanhamento após invasões de fazendas por indígenas da etnia guarani-kaiowá. A decisão do STF sobre o marco temporal reacendeu os conflitos, e o MPF está investigando a possível instigação não indígena nas invasões.
A tensão em Mato Grosso do Sul continua a ser monitorada de perto pelas autoridades federais e estaduais.

