Com a aprovação da minirreforma eleitoral pela Câmara dos Deputados, a expectativa de que as novas regras pudessem valer já nas eleições de 2024 está descartada. O Senado, com a anuência do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, comunicou que não terá tempo hábil para votar a matéria dentro do prazo necessário.
O prazo legal para que o Senado aprovasse a minirreforma eleitoral encerrou-se nesta sexta-feira. Líderes de partidos no Senado não trataram a questão como prioridade, pois o presidente do Senado já havia indicado que a matéria não estava no topo da lista de prioridades.
Os senadores de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (Podemos-MS), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS), apoiam o adiamento da apreciação da matéria, destacando sua importância para o país. Para Soraya Thronicke, a minirreforma representa um retrocesso ao enfraquecer a Lei da Ficha Limpa, uma conquista importante na luta contra a corrupção.
A senadora afirmou que o Senado deve analisar o projeto com cautela e transparência, evitando retrocessos. Nelsinho Trad também considera que o Senado precisava de mais tempo para discutir uma matéria complexa como essa.
Tereza Cristina destacou que a presidência da Casa de Leis ainda não havia colocado o tema em discussão, o que tornava improvável que a matéria fosse votada até sexta-feira.
O senador Marcelo Castro afirmou que não havia tempo suficiente para votar a minirreforma e preferiu direcionar os esforços do Senado para o Código Eleitoral, uma reforma mais ampla e consistente que já estava sob sua relatoria.

