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Política

há 3 anos

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Deputado reconhece ter feito uso da Maconha e promete processar colega

Embate verbal entre deputados sul-mato-grossenses, Geraldo Resende do PSDB, e Neno Razuk do PL, gera polêmica e promessa de ações judiciais

A sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (3) tornou-se o centro das atenções, à medida que deputados do estado protagonizaram um confronto verbal acalorado. O foco dessa troca de acusações nas últimas semanas ocorreu entre o deputado federal Geraldo Resende, do PSDB, e o deputado estadual Neno Razuk, do PL.

O embate teve início quando Resende, em uma declaração pública, chamou a população de Dourados, cidade do estado, de ter "dedo podre" por não saber escolher o prefeito da cidade. Esse comentário desagradou profundamente Razuk, que considerou a afirmação infantil e uma recusa em aceitar a derrota nas eleições municipais.

Em resposta, Razuk não economizou palavras. Durante a sessão na Assembleia Legislativa, ele chamou Resende de "caduco" e admitiu ter fumado maconha durante a adolescência. No entanto, enfatizou que não toleraria acusações infundadas e anunciou planos de processar Resende por calúnia e difamação.

A polêmica entre os dois parlamentares tomou contornos ainda mais sérios quando Resende sugeriu que Razuk fizesse testes para comprovar sua suposta dependência de drogas. Em resposta, Razuk pediu que Resende realizasse um teste de sanidade mental.

A sessão também contou com a participação da deputada estadual Lia Nogueira, do PSDB, que criticou as declarações de Resende e defendeu a inteligência dos eleitores de Dourados. Ela afirmou que os douradenses sabem votar e que o próximo ano eleitoral será uma oportunidade para repensar suas escolhas.

Outro deputado estadual, Zé Teixeira, também do PSDB, questionou a sanidade mental de Resende e expressou preocupação com o comportamento do colega. Ele enfatizou que Resende foi eleito por Dourados e que sua conduta atual levanta dúvidas sobre seu estado de saúde mental.

Ao final da reunião, a Assembleia Legislativa aprovou um pedido de moção de repúdio contra Geraldo Resende com 21 votos a favor e nenhum contrário. O episódio, além de expor as tensões no meio político, também levanta questões sobre a civilidade e respeito no ambiente legislativo, que deveria ser um local de debate construtivo e colaboração em prol da sociedade.

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