A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos da ação está o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado neste ano como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mobilizou agentes para o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. A Corte também determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados. Chiquinho Brazão é alvo de buscas, mas não teve nova ordem de prisão expedida, já que cumpre prisão domiciliar.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A suspeita é de que parte dos recursos enviados por meio de emendas parlamentares tenha sido desviada por intermédio de organizações da sociedade civil, utilizando empresas e pessoas interpostas para ocultar a origem e o destino do dinheiro.
Além das buscas contra Chiquinho Brazão, a operação resultou no cumprimento de prisões preventivas contra outros investigados apontados como integrantes do esquema. Entre eles está Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão e também condenado no processo relacionado ao assassinato de Marielle Franco.
Condenação de Chiquinho Brazão
Chiquinho Brazão foi condenado pelo STF, em fevereiro deste ano, a 76 anos e três meses de prisão por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O ex-parlamentar nega as acusações, mas permanece cumprindo prisão domiciliar por decisão judicial relacionada ao seu estado de saúde.
A nova operação amplia o cerco sobre o grupo político ligado aos irmãos Brazão e pode levar ao surgimento de novos desdobramentos nas investigações sobre o uso de recursos públicos federais. A Polícia Federal informou que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e a extensão dos prejuízos aos cofres públicos.


