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POLICIAL

há 3 meses

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Operação no Camelódromo mira esquema milionário e bloqueia R$ 40 milhões

Ação da Polícia Federal aponta envolvimento de policiais em rede de contrabando e lavagem de dinheiro

O Camelódromo de Campo Grande foi um dos principais alvos da Operação Iscariotes, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar milhões por meio de contrabando de eletrônicos, lavagem de dinheiro e corrupção.

De acordo com as investigações, o grupo atuava na importação ilegal de produtos de alto valor, que entravam no país sem documentação fiscal e sem passar pelo controle aduaneiro. Após o ingresso irregular, as mercadorias eram distribuídas em Mato Grosso do Sul e também em outros estados, especialmente Minas Gerais.

Alems

Um dos pontos que mais chama atenção é a participação de agentes de segurança pública no esquema. Segundo a Polícia Federal, policiais da ativa e aposentados teriam atuado no vazamento de informações sigilosas e até no transporte das cargas ilegais, utilizando a função pública para facilitar a atuação da organização.

As apurações também revelaram o uso de veículos com compartimentos ocultos para esconder os produtos, além de estratégias para disfarçar a origem do dinheiro obtido com as atividades ilícitas, caracterizando lavagem de capitais.

Ao todo, foram cumpridas cerca de 90 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, incluindo Campo Grande, Dourados, Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros. As medidas incluem 31 mandados de busca e apreensão, quatro prisões preventivas, afastamento de servidores públicos e suspensão de porte de armas.

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e empresas ligadas aos investigados.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) informou que acompanha as investigações por meio das corregedorias das forças estaduais. A pasta destacou que não compactua com desvios de conduta e que irá instaurar processos administrativos disciplinares para apurar possíveis responsabilidades individuais, adotando as medidas cabíveis.

A Sejusp também reafirmou o compromisso com a legalidade, a ética e a transparência no serviço público.

A operação contou com a participação de mais de 200 policiais e apoio de corregedorias de diferentes instituições. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o alcance do esquema criminoso.

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