Um laudo médico produzido pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes concluiu que as agressões atribuídas a Pedro Turra foram determinantes para a morte do jovem Rodrigo Castanheira. O documento foi solicitado pela família da vítima, que organizou uma campanha de arrecadação para custear a análise pericial.
Segundo o relatório, o especialista avaliou exames médicos, prontuários hospitalares, imagens e o laudo necroscópico de Rodrigo. A conclusão apresentada indica que as lesões responsáveis pela morte teriam sido provocadas pelos golpes desferidos durante a agressão.
Lesões apontadas no relatório
O documento também descreve todo o histórico clínico da vítima desde sua admissão no hospital até a confirmação de morte encefálica, registrada após 16 dias de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI).
De acordo com o neurocirurgião, os socos resultaram em uma série de lesões graves, entre elas:
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fratura linear do osso temporal esquerdo;
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laceração da artéria meníngea média esquerda, com consequente formação de hematoma epidural volumoso à esquerda;
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compressão encefálica progressiva;
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edema cerebral refratário;
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herniação encefálica;
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morte encefálica.
A análise também contesta a hipótese de que os ferimentos teriam sido causados por um impacto da cabeça de Rodrigo contra um veículo durante a briga. No relatório, o médico afirma que essa possibilidade é “médico-parcialmente refutada”.
“Todos os achados objetivos — tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos — estão localizados no lado esquerdo, incompatível com o mecanismo de colisão com o veículo (que implicaria lesões à direita) e igualmente incompatível com lesão por contragolpe de tal magnitude sem trauma primário de alto impacto à direita, o qual está ausente”, explicou.
Família espera avanço do processo
Com a inclusão do laudo no processo judicial, familiares da vítima aguardam que o novo documento contribua para o andamento das investigações.
O tio de Rodrigo, Flávio Henrique Fleury, afirmou que a família espera que a Justiça considere a possibilidade de premeditação por parte dos envolvidos na agressão.
“É mais uma prova que eles já sabiam o que que estavam indo fazer”, acrescentou.
O documento foi anexado aos autos do caso. Procurado, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios informou que não comentará o processo, que tramita sob sigilo.


