A ossada de duas pessoas foi encontrada em uma área de mata às margens da rodovia MG-238, na região de Sete Lagoas, neste domingo (22). A suspeita é de que os restos mortais pertençam a uma jovem de 18 anos e ao namorado dela, de 20, que estavam desaparecidos desde 31 de janeiro.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que aguarda a conclusão dos exames periciais para confirmação oficial das identidades e das circunstâncias das mortes.
Descoberta em área de mata
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais, os restos mortais foram encontrados por um homem que colhia pequi em um trecho conhecido como Fazendinha da Vovó Cleia, próximo à rodovia.
A mãe da jovem reconheceu objetos que estavam próximos à ossada — entre eles chinelo, piercing, anel e peças de roupa — como sendo da filha desaparecida. Os corpos estavam em avançado estado de decomposição.
As ossadas foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) na tarde de domingo para exames de identificação e necropsia.
Indícios de violência
De acordo com a perícia preliminar, foram constatadas perfurações nos crânios das vítimas, possivelmente causadas por disparos de arma de fogo. Ao lado da ossada masculina, os policiais encontraram um pedaço de corda.
A polícia também solicitou imagens de câmeras de segurança de uma empresa situada a cerca de 100 metros do local onde os corpos foram encontrados, na tentativa de identificar movimentações suspeitas na região.
Ameaças anteriores
A mãe da jovem relatou aos militares que a filha vinha sendo ameaçada por um ex-companheiro, inconformado com o término do relacionamento e com o novo namoro da vítima. Conforme os relatos, áudios atribuídos ao suspeito continham ameaças como: “Vou pegar ele e você” e “se eu trombar com você, vou arrancar sua cabeça fora”.
O homem, que tem uma filha com a jovem, frequentava a residência dela diariamente antes do desaparecimento. Após o sumiço do casal, ele não teria sido mais visto no local. Segundo a polícia, o suspeito possui registros anteriores por porte ilegal de arma de fogo e outras ocorrências, além de anotações por ameaças contra a vítima.
Ele chegou a ser localizado pelos militares, negou participação no crime e não foi conduzido naquele momento.
Investigação em andamento
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para confirmar oficialmente a identidade das vítimas e esclarecer as circunstâncias das mortes. A polícia não descarta nenhuma hipótese.


