No interior do Maranhão, o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no dia 4 de janeiro, gerou uma das maiores operações de busca recentes no país. O caso — que também envolveu um primo de 8 anos, encontrado com vida — tem mobilizado equipes especializadas, órgãos federais, forças estaduais e comunidades inteiras na tentativa de localizar as crianças.
4 de janeiro — o dia em que tudo começou
No domingo, 3 crianças saíram para brincar na zona rural do Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA): os irmãos Ágatha e Allan, acompanhados pelo primo Anderson Kauã, de 8 anos. Eles desapareceram sem deixar pistas imediatas.
7 de janeiro — primo é encontrado vivo
Após 72 horas de buscas, Anderson foi localizado por produtores rurais em meio à mata, debilitado e sem roupas. Ele foi levado ao hospital e passou a receber atendimento médico e psicológico, mas não conseguiu fornecer informações claras sobre o paradeiro dos primos.
Primeiros dias de buscas — mobilização local e estatal
Nos dias seguintes ao desaparecimento, corporações como Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, polícias Civil e Militar, Exército e voluntários se uniram em uma força-tarefa que reuniu mais de 500 pessoas, com apoio de helicópteros, drones, cães farejadores e mapeamento geográfico das equipes no terreno.
O governo do estado montou bases de apoio em pontos estratégicos da mata ao redor de São Sebastião dos Pretos e Santa Rosa, onde Anderson foi encontrado.
9º ao 11º dia — reforço científico
Com quase duas semanas de buscas, equipes especialistas em psicologia e assistência social foram destacadas para entrevistar familiares e aprofundar as análises das provas e informações obtidas até então.
Além disso, varreduras em açudes e no chamado Lago Limpo se intensificaram no dia 14, com mergulhadores tentando encontrar vestígios das crianças ou indícios que pudessem orientar as buscas.
12º dia — pista da “Casa Caída”
Uma possível pista levou equipes a uma cabana improvisada na mata conhecida como “Casa Caída”, apontada pelo depoimento de Anderson como o último local que ele teria estado com os primos. Cães farejadores indicaram a passagem das crianças pelo local, e a estrutura foi examinada pelas autoridades.
Apesar disso, nenhum sinal novo das crianças foi encontrado ali e as buscas passaram a incluir zonas alagadas próximas.
15º dia — uso de tecnologia subaquática
No dia 18 de janeiro, a Marinha do Brasil entrou oficialmente na operação de busca, trazendo tecnologia subaquática avançada, como o side scan sonar — um equipamento capaz de mapear o fundo de rios e lagos em ambientes de baixa visibilidade — para ampliar a procura no Rio Mearim e corpos d’água da região.
O uso do sonar passou a ser considerado um dos principais métodos tecnológicos da operação, com embarcações, lancha voadeira e motoaquática auxiliando no trabalho.
16º dia e além — buscas seguem sem novas pistas
Nesta terceira semana de buscas sem resultados confirmados, na manhã de 19 de janeiro, as equipes prosseguem vasculhando extensas áreas de terra, mata e água, sem localizar qualquer vestígio recente de Ágatha e Allan. A operação integra agentes de múltiplos órgãos e continua abrangendo áreas terrestres e fluviais, sempre com apoio comunitário, tecnológico e especializado.
Vozes da família
Nas redes sociais, a mãe das crianças tem compartilhado vídeos e mensagens emocionadas pedindo orações e esperança. Em uma publicação, ela escreveu:
“Meu preto a mamãe tá orando diretamente por vocês meus amores sei q Deus esta protegendo vocês… estou sofrendo muito, mais Deus esta no controle de tudo.”
Caso entra na terceira semana sem desfecho
Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, e as buscas continuam sob coordenação das autoridades estaduais e federais. A operação segue integrando esforços de terra, água e ar, enquanto a comunidade local, familiares e equipes especializadas mantêm a mobilização diante da ausência de respostas concretas.


