A médica que ganhou notoriedade após sequestrar um bebê recém-nascido do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) foi presa novamente, desta vez suspeita de ter mandado matar uma farmacêutica na mesma cidade, no Triângulo Mineiro.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a motivação do crime estaria ligada a uma obsessão da médica em ser mãe. A farmacêutica assassinada era ex-companheira do homem com quem a médica se casou posteriormente. O casal teve uma filha, e a suspeita teria desenvolvido uma fixação pela criança, tentando assumir o papel de mãe.
As investigações apontam que, após o fim do casamento de apenas dois meses entre a médica e o ex da farmacêutica, ela passou a planejar a morte da rival. A intenção, segundo a polícia, seria eliminar a mãe biológica para tentar reassumir o relacionamento e obter a guarda da menina.
A vítima, uma farmacêutica de 34 anos, foi executada em Uberlândia. A polícia descobriu que a médica teria contratado dois comparsas para realizar o crime. Ela foi localizada e presa em Itumbiara, no estado de Goiás, durante uma operação conjunta entre as polícias de Minas Gerais e Goiás.
A médica já havia sido indiciada anteriormente por sequestro de recém-nascido no HC-UFU, em um caso que causou grande repercussão nacional. Agora, além das acusações anteriores, ela deve responder também por homicídio qualificado e associação criminosa.
O caso segue sob investigação. As autoridades ainda apuram se a suspeita planejava outros crimes e se sofre de algum distúrbio psicológico relacionado à sua obsessão pela maternidade.


