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Falsificação

há 8 meses

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Dupla é presa em São Paulo por fabricar canetas emagrecedoras falsificadas

Polícia apreende grande quantidade de substâncias usadas na produção clandestina; Anvisa proibiu recentemente manipulação desses medicamentos

Dois homens foram detidos na manhã da última quinta-feira (30) em São Mateus, na zona leste de São Paulo, após policiais militares encontrarem uma grande quantidade de ampolas com substâncias controladas utilizadas para a fabricação ilegal de canetas emagrecedoras.

Segundo a Polícia Militar, a dupla produzia os dispositivos de forma clandestina, colocando em risco a saúde pública. A ação foi desencadeada a partir de denúncias anônimas e informações da Agência Regional do CPA/M-9 sobre o transporte irregular dos produtos.

Alems

Durante a abordagem, foram vistoriados dois veículos, e em um deles foram encontradas diversas ampolas contendo os materiais controlados. Os suspeitos confessaram que fracionavam e embalavam essas substâncias adquiridas no mercado paralelo para venda clandestina.

Os veículos e os insumos apreendidos foram encaminhados ao 49º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, e os dois homens permanecem à disposição da Justiça.

Proibição da Anvisa

Em 25 de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a manipulação de medicamentos contendo agonistas de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — utilizados para tratar diabetes tipo 2 e auxiliar na perda de peso. A medida, formalizada no Despacho nº 97/2025 e na Nota Técnica nº 200/2025, visa reduzir riscos sanitários diante da crescente procura por esses produtos.

A Anvisa estabeleceu que insumos biotecnológicos só podem ser importados por empresas autorizadas, sendo obrigatória a comprovação de testes rigorosos de qualidade e o cumprimento de normas específicas para manipulação estéril. No Brasil, a manipulação desses medicamentos não está autorizada, especialmente no caso da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy.

A decisão recebeu apoio de entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), que consideram o regulamento um avanço para a segurança no uso dessas terapias.
 

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