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Crise no Rio

há 8 meses

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Operação no Rio gera embate entre rapper Oruam e secretário da Polícia Civil

Filho de Marcinho VP critica ação nas redes sociais; Felipe Curi reage e afirma que policiais são "heróis", não vilões

Uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) deixou mais de 130 mortos até o final da tarde desta quarta-feira (29). A ação, deflagrada entre os complexos do Alemão e da Penha, é considerada uma das mais letais da história recente do estado.

A ofensiva, iniciada ainda na madrugada de terça (28), mobilizou unidades especiais e visava cumprir mandados contra chefes de facção. Apesar da justificativa oficial, o saldo elevado de mortes provocou forte repercussão pública e abriu um novo capítulo no debate sobre o limite da força policial em operações de grande escala.

Alems

Oruam critica: “A sociedade gosta de sangue”

O rapper Oruam, filho de Marcinho VP — apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho —, se manifestou nas redes sociais e criticou duramente a condução da operação.

“A mídia descobriu que mat4r b4ndido vende muito… A sociedade gosta de sangue. Ela usa o bandido como o maior vilão para esconder os verdadeiros criminosos, que vivem em mansões e pagam ao governo para não serem vistos.”

Em nova publicação, o artista reforçou que moradores das comunidades não podem ser desumanizados:

“Minha alma angra quando a favela também tem família, se tirar o fuzil da mão existe o ser humano.”

As falas viralizaram rapidamente e dividiram opiniões.

Secretário reage e defende policiais

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, respondeu publicamente às críticas e afirmou que a operação foi legítima e necessária.

“O filho do chefe da facção falou que por trás de um fuzil tem uma pessoa. Sobrou até para o fuzil. Não tem mais vítima. E o policial está sendo tratado como vilão. Nós não vamos admitir isso. O policial é o herói.”

Curi declarou que não permitirá que a atuação das forças de segurança seja “inverter o papel” entre criminosos e autoridades, reforçando que o enfrentamento ao crime organizado continuará.
 

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