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Crise no Rio

há 8 meses

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Haddad cobra atuação mais firme do governo do Rio e defende estrangulamento financeiro das facções

Ministro afirma que combate deve mirar dinheiro do crime e critica falta de ações contra fraudes em combustíveis no estado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo federal tem focado seus esforços em enfraquecer financeiramente o crime organizado e cobrou uma postura mais efetiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no enfrentamento às fraudes envolvendo combustíveis — apontadas como fonte central de recursos das facções.

As declarações foram feitas a jornalistas na sede da Fazenda, um dia após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do estado, com número de mortos que pode ultrapassar a marca de 100.

Alems

“O governo do estado do Rio tem feito basicamente nada para combater o contrabando de combustíveis, que é o que sustenta o crime organizado”, afirmou Haddad. Segundo ele, para atingir “o andar de cima”, é necessário cortar o fluxo financeiro que abastece milícias e outras organizações. “Sem dinheiro, o crime tem pouca capacidade de atuação.”

Haddad destacou que a Fazenda tem atuado no Rio reprimindo práticas como fraude tributária, distribuição de combustíveis adulterados e importação irregular de produtos. Ele citou a apreensão de navios ligados ao esquema, que hoje são alvo de disputas judiciais para liberação.

O ministro reforçou que o governo federal defende a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê integração obrigatória entre estados, União, Receita, Polícia Federal e Ministério Público. Segundo ele, essa é a única forma de tornar o combate ao crime estruturado e duradouro.

Haddad já havia mencionado operações anteriores, como a força-tarefa nacional deflagrada em agosto para desmantelar um esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis, envolvendo mais de 300 postos e fundos de investimento com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.

Para o ministro, a repressão ao crime precisa ser “de cima para baixo” — começando pelo dinheiro, não apenas pela ação de campo.
 

Ouça a faça de Fernando Haddad:

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