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CONFLITO INDIGENA

há 8 meses

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Riedel cobra apuração após invasão em fazenda de Caarapó

Governador pede investigação rigorosa e responsabilização de quem manipula indígenas de boa-fé

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, determinou uma investigação “rigorosa” sobre a invasão ocorrida na Fazenda Ipuitã, em Caarapó — a cerca de 270 quilômetros de Campo Grande —, que resultou na expulsão do caseiro e em incêndios que atingiram plantações e maquinário da propriedade.

Em comunicado publicado nas redes sociais, Riedel afirmou que as forças de segurança estaduais já estão atuando para identificar os responsáveis por “organizações de aliciamento, manipulação e exploração da boa-fé de um grupo reduzido de indígenas”.

Alems

Segundo o governador, é fundamental distinguir os grupos criminosos da maioria das comunidades indígenas “que são atendidas por políticas públicas efetivas”. Ele destacou que o governo não vai recuar no enfrentamento “aos que promovem o caos, fomentam divisões e exploram a miséria”.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O caso aconteceu na manhã de sábado (25), quando cerca de 50 indígenas guarani-kaiowá teriam ocupado a fazenda. De acordo com relato de uma moradora vizinha, a ação começou por volta das 4h. A Polícia Militar informou que recebeu um chamado de emergência relatando a presença do grupo armado, que teria forçado o caseiro a deixar o local e iniciado as queimadas.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que acompanha o caso, divulgou outra versão. Segundo o órgão, o estopim da ocupação foi o desaparecimento de uma jovem indígena de 17 anos, supostamente sequestrada por funcionários da fazenda. A entidade afirma que, após o resgate da adolescente na sede da propriedade, os indígenas decidiram permanecer no local em protesto.

Em nota, a Polícia Militar informou apenas que equipes da PM e do Corpo de Bombeiros foram acionadas “para garantir a segurança das pessoas e restabelecer a ordem pública”, sem mencionar o suposto sequestro.

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