O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, determinou uma investigação “rigorosa” sobre a invasão ocorrida na Fazenda Ipuitã, em Caarapó — a cerca de 270 quilômetros de Campo Grande —, que resultou na expulsão do caseiro e em incêndios que atingiram plantações e maquinário da propriedade.
Em comunicado publicado nas redes sociais, Riedel afirmou que as forças de segurança estaduais já estão atuando para identificar os responsáveis por “organizações de aliciamento, manipulação e exploração da boa-fé de um grupo reduzido de indígenas”.

Segundo o governador, é fundamental distinguir os grupos criminosos da maioria das comunidades indígenas “que são atendidas por políticas públicas efetivas”. Ele destacou que o governo não vai recuar no enfrentamento “aos que promovem o caos, fomentam divisões e exploram a miséria”.
O caso aconteceu na manhã de sábado (25), quando cerca de 50 indígenas guarani-kaiowá teriam ocupado a fazenda. De acordo com relato de uma moradora vizinha, a ação começou por volta das 4h. A Polícia Militar informou que recebeu um chamado de emergência relatando a presença do grupo armado, que teria forçado o caseiro a deixar o local e iniciado as queimadas.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que acompanha o caso, divulgou outra versão. Segundo o órgão, o estopim da ocupação foi o desaparecimento de uma jovem indígena de 17 anos, supostamente sequestrada por funcionários da fazenda. A entidade afirma que, após o resgate da adolescente na sede da propriedade, os indígenas decidiram permanecer no local em protesto.
Em nota, a Polícia Militar informou apenas que equipes da PM e do Corpo de Bombeiros foram acionadas “para garantir a segurança das pessoas e restabelecer a ordem pública”, sem mencionar o suposto sequestro.


