Um jovem de 19 anos que havia roubado um pet shop na região central de Campo Grande devolveu parte do dinheiro levado no assalto — cerca de R$ 200 —, mas seguirá preso. A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, atendendo a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
O crime ocorreu no início da tarde de sábado (4), quando dois homens entraram em um estabelecimento no bairro Santo Antônio. Segundo o boletim de ocorrência, um deles fingiu ser cliente e fazia perguntas sobre produtos, enquanto o outro sacou uma arma do tipo pistola e anunciou o assalto. O funcionário entregou R$ 530 que estavam no caixa, e a dupla fugiu em direção à Rua Taquari.
As câmeras de segurança registraram toda a ação, o que ajudou a Polícia Militar a localizar um dos suspeitos cerca de duas horas e meia depois. Ele foi abordado na Rua Toró, no Jardim Zé Pereira, carregando uma mochila com um simulacro de pistola, R$ 200 em espécie e as mesmas roupas usadas no crime.
Inicialmente, o rapaz confessou o assalto e indicou o endereço do comparsa, que conseguiu fugir ao notar a chegada dos policiais. Mais tarde, no entanto, ele mudou a versão, alegando ser ajudante de pintor e dizendo ter testemunhas que poderiam confirmar sua inocência.
Na Depac Cepol, o suspeito foi reconhecido pela proprietária do pet shop como um dos autores do roubo. O dinheiro recuperado foi devolvido à vítima, e os objetos apreendidos foram encaminhados para perícia, que deve comparar o material com as imagens das câmeras de segurança.
O juiz Deivis Eco negou o pedido de liberdade provisória, justificando que há indícios suficientes de autoria e risco de reincidência, já que o suspeito responde a outro processo por tráfico de drogas na 1ª Vara Criminal. O segundo envolvido no crime ainda não foi localizado.


