Perícias realizadas pela Polícia Científica de São Paulo confirmaram que o metanol presente em bebidas apreendidas nas últimas semanas foi intencionalmente adicionado. O composto químico altamente tóxico não é resultado do processo natural de destilação, segundo os laudos divulgados nesta quarta-feira (8).
As análises foram feitas em lotes de bebidas apreendidos durante fiscalizações motivadas pelo crescente número de casos de intoxicação no estado. A alta concentração do composto em pelo menos dois grupos de amostras reforça a suspeita de adulteração.
Ainda não foi esclarecido se a contaminação ocorreu por erro operacional — como o uso indevido de metanol na limpeza de garrafas — ou por ação criminosa deliberada, com o objetivo de aumentar o volume da bebida de forma fraudulenta.
O estado de São Paulo já confirma três mortes por envenenamento com metanol, além de outros óbitos em investigação. O número de casos suspeitos de intoxicação segue em alta, o que tem levado autoridades estaduais a intensificar operações de fiscalização e controle da comercialização de bebidas alcoólicas.

