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Polícia

há 9 meses

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Mais de 8 mil hectares de terras griladas são bloqueados em operação da PF no Pantanal

Segunda fase da Operação Prometeu investiga crimes ambientais e corrupção, com sequestro de fazendas e afastamento de servidores públicos.

O Pantanal sul-mato-grossense foi novamente alvo de investigação da Polícia Federal, que deflagrou nesta terça-feira (7) a segunda fase da Operação Prometeu, voltada ao combate à grilagem de terras e crimes ambientais. Ao todo, 8,4 mil hectares de áreas irregulares foram bloqueados.

A apuração teve início após os incêndios que destruíram partes do bioma em 2024. Na primeira fase, mandados cumpridos em Corumbá revelaram que duas fazendas atingidas pelo fogo eram alvo constante de queimadas criminosas, seguidas de ocupações irregulares.

Documentos apreendidos, celulares, movimentações financeiras e depoimentos apontaram a existência de um grupo criminoso estruturado, que transformava ilegalmente 6.419 hectares de terras públicas em propriedades particulares. Servidores do Incra e da prefeitura de Corumbá teriam criado empresas paralelas para oferecer “serviços” de regularização fundiária sem respaldo legal.

Nesta fase, a Justiça Federal determinou sete mandados de busca e apreensão, o sequestro de cinco fazendas e dois lotes rurais, além do bloqueio de até R$ 1 milhão em bens pessoais dos investigados. Quatro servidores foram afastados, três ligados ao órgão fundiário municipal e um ao Incra.

O Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União entraram com ação civil pública que resultou no bloqueio de R$ 212 milhões, valor destinado à recomposição das áreas degradadas. Os suspeitos podem responder por incêndio em mata ou floresta, desmatamento, grilagem, falsidade ideológica, associação criminosa e corrupção.

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