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POLICIAL

há 9 meses

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Pescadores encontram corpo com sacola na cabeça e mãos amarradas em lago

Homem trabalhava em fazenda da região e teria sido ameaçado após comprar terras; Polícia investiga possível crime encomendado

O corpo de José Cloves, de 51 anos, foi encontrado por pescadores no sábado (4), boiando em um lago no distrito de São Domingos, em Água Clara, município a 193 quilômetros de Campo Grande. A vítima estava com uma sacola plástica cobrindo a cabeça e as mãos amarradas, em condições que indicam possível homicídio.

José era natural de Alagoas e vivia em Água Clara há cerca de oito anos, sendo os dois últimos no distrito onde o corpo foi localizado. Ele trabalhava em uma fazenda da região e, segundo relatos, vinha recebendo ameaças após adquirir terrenos recentemente.

Alems

De acordo com o delegado Raul Henrique de Oliveira Costa, a perícia constatou fraturas na cabeça, possivelmente causadas por agressões com objeto contundente.

“Acreditamos que ele foi espancado, provavelmente com pauladas, e depois teve o corpo jogado no lago. Pela decomposição, estimamos que a morte tenha ocorrido entre a noite de quarta-feira (1º) e a manhã de quinta (2)”, explicou o delegado ao Campo Grande News.

Última mensagem e suspeita de crime premeditado

José estava em processo de reconciliação com a ex-companheira, que vive no Rio de Janeiro. Segundo ela, os dois planejavam retomar a vida juntos na capital fluminense, mas dias antes do crime ele teria enviado uma mensagem enigmática:

“Eu vou, mas vocês podem não me ver mais. Se eu não chegar aí, eu sumi”, escreveu José. A mulher pensou que fosse uma brincadeira, mas ficou preocupada com o comportamento recente dele — ele evitava dormir e pedia para conversarem até tarde da noite.

A ex-companheira acredita que o crime tenha sido encomendado. Ela contou que José guardava grande quantidade de dinheiro em casa, valor que não foi encontrado após sua morte.

“Fecharam a porta, não houve arrombamento. Depois espancaram ele até a morte e jogaram no lago. Foi por causa do dinheiro e das terras que ele comprou. Quem fez isso nos deixou desamparadas. Mas eu vou lutar por justiça até o fim”, declarou.

Investigação em andamento

Após o corpo ser encontrado, os pescadores acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil. O cadáver foi retirado da água e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exames detalhados.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Água Clara, que já começou a ouvir testemunhas e pessoas próximas à vítima. Ainda não há suspeitos oficialmente identificados.

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