Pelo menos 25 pessoas morreram neste mês na região de São Petersburgo, na Rússia, após consumirem vodca adulterada. Testes apontaram presença de metanol em parte das amostras analisadas.
Segundo a agência AFP, oito das vítimas tiveram a intoxicação confirmada em exames periciais, que revelaram altos níveis da substância tóxica no organismo. Uma pessoa segue hospitalizada em estado grave, de acordo com a agência estatal russa Ria.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que a bebida falsificada era produzida e comercializada por vendedores não autorizados no distrito de Slantsy. Uma professora de educação infantil, de 60 anos, e um aposentado de 78 anos estão entre os primeiros presos. A suspeita é que ela fornecesse o álcool utilizado pelo homem, responsável por fabricar e engarrafar o produto em uma instalação improvisada.
Outros 12 suspeitos ligados à distribuição também foram detidos. Durante as buscas, as autoridades apreenderam mais de 1,3 mil litros de bebidas alcoólicas adulteradas.
Ações das autoridades
Três processos criminais foram instaurados para apurar o caso. O gabinete do promotor público de São Petersburgo informou que continuam as diligências em pontos de armazenamento e possível comércio das bebidas ilegais.


