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POLICIAL

há 9 meses

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Golpe milionário atinge Gabigol e Kannemann: quadrilha ligada ao PCC desviou salários de atletas

Criminosos se passaram por banco, forjaram documentos e causaram prejuízo de R$ 1 milhão a jogadores; dinheiro abastecia facção criminosa e foi ostentado em músicas de funk

A Operação Euterpe revelou um esquema criminoso que desviou aproximadamente R$ 1 milhão de jogadores de futebol da Série A, entre eles Gabriel Barbosa (Gabigol) e Walter Kannemann, do Grêmio. A quadrilha, com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), atuava por meio de fraudes relacionadas à portabilidade salarial.

As investigações mostraram que os criminosos se faziam passar por funcionários de bancos e, com documentos forjados, conseguiam transferir os salários dos atletas para contas abertas em nome de laranjas. O golpe foi detalhado durante coletiva de imprensa realizada em Campo Grande, nesta segunda-feira (29).

Alems

Segundo os delegados responsáveis pelo caso — Pedro Pillar Cunha, Reginaldo Salomão e Roberto Guimarães —, o grupo criou uma rede de engenharia social para dar aparência legítima ao esquema. Isso incluía o uso de dados pessoais, falsos contatos e até um suposto respaldo institucional para convencer os bancos.

Além dos prejuízos causados aos jogadores, a quadrilha também lesou uma instituição financeira de Campo Grande, que teve um rombo de cerca de R$ 250 mil. Essa instituição foi, inclusive, o ponto de partida para a investigação que revelou a atuação da organização, batizada de "Tropa de Cuiabá".

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a ostentação dos crimes por meio de músicas de funk publicadas nas redes sociais. Um dos envolvidos, que também é cantor, produzia letras que citavam os golpes e os valores desviados, numa tentativa de glorificar o crime e atrair novos integrantes.

A Operação Euterpe, conduzida pelas Polícias Civis de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, foi deflagrada na última sexta-feira (26), cumprindo 8 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Até o momento, 11 suspeitos foram identificados, sendo 8 deles já detidos. Muitos dos integrantes possuem passagens por diversos crimes em diferentes estados.

O nome da operação faz referência à deusa grega da música, uma alusão ao uso do funk como vitrine para as ações criminosas do grupo.

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