Um sequestro que terminou em morte chocou a Argentina nesta semana. Morena Verri e Brenda del Castillo, ambas de 20 anos, e Lara Gutiérrez, de 15, foram atraídas para uma casa nos arredores de Buenos Aires com a promessa de receber 300 dólares por participar de uma “festa sexual”. Lá, foram rendidas por traficantes de drogas, torturadas e assassinadas. O ataque foi transmitido ao vivo para um grupo fechado no Instagram, expondo a brutalidade do crime.
Os criminosos desmembraram os corpos das jovens, colocaram-nos em sacos de lixo e enterraram diante da residência. A investigação começou após a denúncia do avô de Brenda e Morena. Câmeras de segurança e rastreamento de celulares confirmaram que o sequestro foi premeditado e que o veículo utilizado possuía placa falsa.
Autoridades apontam que o assassinato foi uma retaliação: uma das vítimas teria roubado drogas do líder de um grupo criminoso de Villa 1-11-14. “Eles queriam enviar uma mensagem clara: é isso que acontece com quem me rouba droga”, declarou Javier Alonso, ministro da Segurança da província de Buenos Aires.

Quatro pessoas forampresas no local, flagradas tentando eliminar vestígios do crime. O caso segue em investigação, enquanto milhares de argentinos saíram às ruas pedindo justiça pelas vítimas.
Quem eram a vitimas
Brenda Castillo, 20 anos, era mãe de um filho pequeno e morava em La Matanza, distrito mais populoso da província de Buenos Aires. Descrita pela família como dedicada e responsável, sua morte brutal gerou grande comoção entre parentes e vizinhos.
Morena Verri, também de 20 anos e prima de Brenda, compartilhava laços familiares próximos e tinha uma vida marcada por laços de afeto e convivência com os parentes. Sua morte violenta chocou ainda mais a comunidade local.
A adolescente Lara Morena Gutiérrez, de 15 anos, era a mais jovem do grupo. Estudante e moradora da mesma região, sua vida foi interrompida de forma cruel, intensificando a indignação da família. As três mulheres trabalhavam como profissionais do sexo e eram conhecidas na comunidade, mas, acima de tudo, eram filhas, primas e jovens cuja vida foi brutalmente interrompida, deixando familiares e vizinhos em busca de justiça.


