O avião que caiu nesta terça-feira (23) em uma fazenda na região de Barra Mansa, em Aquidauana, e matou quatro pessoas, já havia sido apreendido pela polícia por adulteração e irregularidades técnicas. A aeronave, de propriedade do piloto Marcelo Pereira de Barros, estava com o certificado de aeronavegabilidade cancelado e apresentava plaquetas de identificação com sinais de adulteração, conforme apurado durante a Operação Ícaro, em 2019.
Após permanecer três anos sob custódia do Dracco, o avião foi devolvido ao piloto em 2022. No acidente, morreram: Marcelo Pereira de Barros; Kongjian Yu, arquiteto renomado e professor da Universidade de Pequim; Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, documentarista com produções internacionais; e Rubens Crispim Júnior, fotógrafo e diretor de fotografia com carreira nacional e internacional.
O acidente vitimou:
-
Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário do avião, paulista que residia em Mato Grosso do Sul e deixa dois filhos, Hugo e Gael;
-
Kongjian Yu, renomado arquiteto paisagista e professor da Universidade de Pequim, doutor pela Universidade de Harvard e consultor do governo chinês;
-
Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, documentarista responsável por produções como Dossiê Chapecó e séries internacionais para MBC/Shahid;
-
Rubens Crispim Júnior, fotógrafo e diretor de fotografia, fundador da Poseidos, com carreira em festivais internacionais como o de Cannes.

