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FACÇÃO

há 9 meses

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Chefe de facção da Bahia, condenado a 70 anos, se apresenta à polícia na Capital

Procurado por crimes como tráfico, homicídio e porte ilegal de arma, "Perna" foi localizado em Campo Grande após se entregar à polícia

Genilson Lino da Silva, conhecido como “Perna”, procurado pela Justiça baiana e condenado a mais de 70 anos de prisão, se entregou à Polícia Militar na tarde desta sexta-feira (19), em Campo Grande (MS), no Centro Comercial do bairro Coophavila II.

Contra ele havia mandados por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa e homicídio. Um dos crimes atribuídos a Genilson é o assassinato do personal trainer Rodrigo Gama, ocorrido em fevereiro de 2023 dentro de uma academia em Caruaru (PE).

Alems

Tentativa de fuga chega ao fim

A PM foi acionada por volta das 14h30 por comerciantes da região da Avenida Marinha, que informaram que um homem queria se entregar. No local, os policiais encontraram Genilson, que confirmou ter mandados de prisão em aberto. Após a consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, foi confirmada a condenação de mais de 70 anos em regime fechado, além de uma ordem de prisão preventiva pelo homicídio do personal trainer.

Motivação passional

De acordo com o delegado Bruno Vital, o assassinato de Rodrigo Gama foi motivado por ciúmes e uma desavença ocorrida dentro da academia. Genilson teria se incomodado com uma bronca que levou da vítima ao ser flagrado filmando outras alunas durante os treinos. Além disso, o fato de sua esposa seguir Rodrigo nas redes sociais também teria contribuído para o crime.

Histórico criminal extenso

Apelidado de “General do Crime”, Genilson foi apontado como um dos criminosos mais perigosos da Bahia. De 2005 a 2018, cumpriu pena no estado por chefiar uma organização criminosa envolvida com tráfico, roubos e assassinatos.

Em 2009, foi investigado por uma CPI no Congresso Nacional por comandar presídios baianos mesmo de dentro das celas. Durante operação na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, foram encontradas duas pistolas com ele, além de R$ 280 mil em espécie. Genilson também possuía uma cópia da chave da própria cela.

Transferências e paradeiro recente

Devido ao alto risco, foi transferido para unidades prisionais de segurança máxima, passando por Catanduvas (PR), Roraima e, posteriormente, pela penitenciária de Serrinha (BA). Não há informações oficiais sobre como ou quando ele chegou ao Mato Grosso do Sul.

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