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JUSTIÇA

há 10 meses

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Caso Emanuelly: MP apura possível omissão do Conselho Tutelar após morte de menina de 6 anos

Criança foi sepultada nesta sexta-feira em Campo Grande; suspeito do crime morreu em confronto com a polícia

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação para apurar a atuação do Conselho Tutelar Sul no caso de Emanuelly Victória Souza Moura, de 6 anos, que foi sequestrada, estuprada e morta na noite de quarta-feira (27), na Vila Carvalho, em Campo Grande. O sepultamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (29).

De acordo com o MPMS, o procedimento busca esclarecer se houve falhas ou omissões por parte do Conselho Tutelar e se isso teria contribuído para a morte da menina. O processo tramita em sigilo, conforme prevê a lei.

Alems

Histórico de acompanhamento

Emanuelly estava sob acompanhamento do Conselho Tutelar desde 2020. O último registro oficial é de maio deste ano, quando a criança quebrou o braço em uma situação que levantou suspeita de agressão. A família, porém, negou maus-tratos. O Conselho não se manifestou sobre o caso.

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) informou que, em fevereiro, a família foi atendida pelo Cras Guanandi. Técnicos identificaram vulnerabilidade social e falta de renda, chegando a oferecer programas de fortalecimento de vínculos e acompanhamento familiar, mas os serviços foram recusados. A família aceitou apenas a entrega de uma cesta básica.

Padrasto nega agressões

Durante o sepultamento, o padrasto, David Bernardes, afirmou que Emanuelly era bem cuidada e que não havia agressões em casa. “O conselho tutelar sempre ia lá e encontrava as crianças bem, brincando, com comida no armário. Minha filha era muito amada”, disse.

Ele também relatou que conhecia o autor do crime apenas de serviços relacionados ao trabalho e que não mantinha proximidade.

O crime

Segundo a Polícia Civil, Emanuelly foi abusada sexualmente e morta por esganamento. A menina havia desaparecido no início da noite, e câmeras de segurança registraram imagens dela caminhando com o suspeito, Marcos Willian Teixeira Timóteo, de 20 anos, por volta das 8h30 da manhã.

Com base nas imagens e em informações de moradores, a polícia chegou até uma casa na Vila Carvalho, onde encontrou documentos do suspeito. O corpo da criança foi localizado em um quarto do imóvel, enrolado em uma coberta com fitas adesivas, dentro de uma banheira de bebê escondida sob a cama.

O suspeito foi morto em confronto com equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil na manhã seguinte. Segundo a polícia, ele já tinha histórico de abusos contra crianças.

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