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OPERAÇÃO GALENO

há 10 meses

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Farmacêutico é preso em Campo Grande por vender emagrecedores e anabolizantes pelo WhatsApp

A ação policial cumpriu 11 mandados em bairros da capital, incluindo a farmácia Morena Farma, distribuidoras, residências e a sede da AACC

Um farmacêutico foi preso nesta quarta-feira (21) durante a Operação Galeno, deflagrada pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), em Campo Grande. A investigação apurou a venda irregular de medicamentos controlados, como emagrecedores e anabolizantes, comercializados em grupos fechados de WhatsApp.

A ação policial cumpriu 11 mandados judiciais em diferentes bairros da capital, incluindo a farmácia Morena Farma, nas Moreninhas, além de distribuidoras, residências e até mesmo a sede da AACC (Associação dos Amigos da Criança com Câncer).

Alems

Segundo a polícia, o estabelecimento vistoriado armazenava medicamentos de forma inadequada, além de manter produtos sem nota fiscal, anabolizantes e até alimentos vencidos. O responsável pelo local foi autuado em flagrante e afastado das atividades por determinação judicial.

De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, os policiais também localizaram remédios na residência do investigado.

“Constatou-se que havia várias medicações estocadas em sua casa e dentro do veículo, sem condições adequadas de conservação, o que coloca em risco a saúde do consumidor”, afirmou.

A defesa do suspeito informou que ele pretende recorrer ao Procon e buscar a renovação do alvará da farmácia para tentar reabrir o negócio.

Já o Conselho Regional de Farmácia disse que acompanha a investigação e que deverá se posicionar em breve.

Em nota, a AACC esclareceu que não tem qualquer envolvimento com a operação.

“Confirmamos que um colaborador da instituição foi alvo da investigação. O mandado de busca e apreensão ocorreu em sua residência e, de forma acessória, na sede da AACC/MS. Reforçamos que o fato não guarda relação com as atividades da instituição, tratando-se de questão pessoal”, destacou a entidade.

A operação é resultado de mais de um ano de investigação sobre a comercialização clandestina de medicamentos controlados em Campo Grande.

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