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há 11 meses

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Mato Grosso do Sul tem a 2ª maior taxa de feminicídios do Brasil em 2024

Com 2,4 mortes a cada 100 mil mulheres, Estado só fica atrás de Mato Grosso; 62,7% dos homicídios femininos foram motivados por gênero

Mato Grosso do Sul segue entre os estados com os índices mais altos de feminicídio no Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24), o Estado registrou, em 2024, 35 feminicídios, o que representa uma taxa de 2,4 mortes por 100 mil mulheres — a segunda maior do País.

O topo do ranking ficou com o vizinho Mato Grosso, que atingiu taxa de 2,5. A diferença entre os dois estados é de apenas 0,1 ponto percentual.

Alems

A taxa é considerada mais relevante do que os números absolutos, já que ela revela a proporção real do crime em estados menos populosos, como é o caso de MS. Por exemplo, São Paulo (com 253 mortes) e Minas Gerais (163) lideram em números absolutos, mas, proporcionalmente, ficam atrás.

Além disso, MS também lidera outro dado alarmante: 62,7% dos homicídios de mulheres no Estado foram motivados por gênero, ou seja, configuraram feminicídio. Isso coloca o Estado como o maior do Brasil nesse indicador específico. O Distrito Federal também se destaca com 65,7%.

Aumento em relação a 2023

Em comparação com 2023, houve crescimento de 15,7% no número de feminicídios no Estado, que passou de 30 para 35 vítimas. Esse foi o maior aumento do Centro-Oeste — em Mato Grosso, o crescimento foi de apenas 0,5%. Por outro lado, os feminicídios tentados diminuíram 27,8% em municípios sul-mato-grossenses no mesmo período.

Números de 2025 já preocupam

Entre 1º de janeiro e 23 de julho de 2025, o Estado já soma 18 feminicídios consumados. Só em Campo Grande, foram quatro. Os demais ocorreram nos seguintes municípios:

  • Água Clara (1)

  • Angélica (1)

  • Caarapó (1)

  • Cassilândia (1)

  • Coronel Sapucaia (1)

  • Corumbá (1)

  • Costa Rica (1)

  • Dourados (1)

  • Glória de Dourados (1)

  • Itaquiraí (1)

  • Juti (1)

  • Maracaju (1)

  • Nioaque (1)

  • Sidrolândia (1)

A atualização da Lei nº 14.994/2024, que transformou o feminicídio em crime autônomo (e não mais apenas uma qualificadora do homicídio), também pode ter influenciado na forma como os dados são registrados em alguns estados.

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