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Polícia

há 1 ano

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Relarório confirma perseguição e violência psicológica contra Vanessa Ricarte antes do feminicídio

Investigação do Gaeco aponta monitoramento constante e controle digital por parte do ex-companheiro da jornalista

Relatório produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) confirma que a jornalista Vanessa Ricarte, assassinada em fevereiro deste ano, foi vítima de monitoramento constante, perseguição e violência psicológica por parte do ex-noivo, Caio Nascimento. A análise foi realizada a partir da quebra de sigilo dos dispositivos eletrônicos do acusado.

Segundo os investigadores, a vítima teve sua liberdade e privacidade comprometidas de forma sistemática nos dias que antecederam o crime. Vanessa, que também era servidora do Ministério Público do Trabalho, foi morta em Campo Grande no dia 12 de fevereiro, após ser esfaqueada. Ela havia procurado ajuda e denunciado o agressor anteriormente.

Alems

O documento revela que Caio mantinha uma rotina de vigilância presencial e virtual. Ele exigia que Vanessa compartilhasse sua localização em tempo real e, quando isso não era possível, utilizava ferramentas do próprio celular para rastrear os deslocamentos da vítima. Além disso, teve acesso indevido às contas de e-mail da jornalista, chegando a alterar senhas, o que evidenciaria uma tentativa de controle total sobre sua rotina.

A investigação também aponta que o agressor vigiava contatos pessoais e profissionais de Vanessa, demonstrando comportamento possessivo e controlador. Esse padrão incluía momentos de ofensa seguidos de pedidos de desculpas, criando um ciclo de manipulação emocional característico da violência psicológica.

O relatório classifica os últimos dias de vida de Vanessa como “tormentosos”, devido à sequência de abusos enfrentados. Em um dos episódios registrados, Caio tentou minimizar suas atitudes agressivas ao enviar mensagens afirmando que mudaria seu comportamento — conduta interpretada como manipulação emocional pelas autoridades.

O caso de Vanessa Ricarte reforça a gravidade da violência de gênero e a necessidade de respostas mais eficazes na proteção de mulheres em situação de risco. O agressor já tinha histórico de violência familiar, incluindo registros contra a própria mãe e irmã, além de outras medidas protetivas solicitadas por diferentes vítimas.

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