Com o apoio de aeronaves, viaturas modernas e trabalho de inteligência cada vez mais estratégico, Mato Grosso do Sul intensificou o combate ao tráfico de drogas e fechou o primeiro trimestre de 2025 com números expressivos: 116,3 toneladas de entorpecentes apreendidas — um aumento de 151% em relação ao mesmo período do ano passado.
O balanço, divulgado pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), aponta a maconha como a droga mais apreendida, com 114,7 toneladas interceptadas entre janeiro e março. Na sequência aparecem a cocaína (2,2 toneladas) e a pasta base de cocaína (1,9 tonelada).
O reforço das operações no interior do Estado contribuiu significativamente para os resultados. Nessas regiões, as apreensões subiram 164%, somando 105,8 toneladas. Em Campo Grande, a capital, o aumento foi de 68%, com 10,4 toneladas retiradas de circulação.
De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, os investimentos do Governo do Estado foram decisivos. “A ampliação da frota com 70 novas viaturas, além do fortalecimento do policiamento aéreo e do efetivo nas regiões de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, impulsionaram os resultados”, afirmou.
Outro fator determinante tem sido a atuação coordenada com estados vizinhos e a adaptação das estratégias diante das mudanças no tráfico. Segundo o tenente-coronel Wilmar Fernandes, diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), plantações de maconha passaram a ocorrer durante todo o ano no Paraguai e Bolívia, aumentando a oferta da droga.
Operações como a “Protetor da Fronteira”, do Ministério da Justiça, têm garantido reforço de pessoal e mais presença policial nas rodovias. O comandante do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, major Vinicius de Souza Almeida, e o delegado Hoffman D’Ávila, da Denar, destacam que a integração entre polícias e o uso da tecnologia contribuem não apenas para interceptar drogas, mas também para conter crimes correlacionados, como furtos e roubos.


