O músico Caio Nascimento, suspeito de assassinar a jornalista Vanessa Ricarte em fevereiro deste ano, enfrentará o júri popular por feminicídio, após decisão do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. No entanto, o juiz rejeitou as acusações feitas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) de cárcere privado, violência psicológica e tentativa de homicídio contra o amigo da vítima, que estava no local do crime.
O crime, ocorrido em 12 de fevereiro, foi marcado por uma série de eventos envolvendo Caio, que teria esfaqueado Vanessa e, em seguida, tentado arrombar um quarto onde o amigo da vítima estava trancado. Embora o MPMS tenha alegado que essa perseguição configurava tentativa de homicídio, o juiz concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar essa acusação, já que o suspeito não conseguiu agredir o amigo da vítima de forma efetiva.
Além disso, o juiz afirmou que o MPMS não detalhou adequadamente as acusações de cárcere privado e violência psicológica, indicando que as evidências apresentadas não eram suficientes para comprovar esses crimes. O magistrado também mencionou um possível “excesso acusatório” devido à grande repercussão midiática do caso.
Com a decisão, Caio Nascimento segue preso enquanto aguarda a definição da data do júri popular. A defesa do músico ainda não foi formalmente intimada, mas prometeu apresentar uma resposta às acusações dentro do prazo estipulado.

