A delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), descreveu um caso chocante de violência contra uma jovem de 17 anos em Campo Grande. A vítima, que é menor de idade, foi supostamente torturada e mantida em cárcere privado pelo suspeito, Samuel Góes, de 27 anos. A delegada afirmou que nunca havia visto um caso tão bárbaro de violência contra a mulher na cidade.
De acordo com o relato da delegada em uma coletiva de imprensa realizada nesta manhã (20), os primeiros exames médicos revelaram lesões graves na jovem. Ela apresentava marcas de queimaduras de água quente, sugerindo que tenha sido agredida dessa forma, além de marcas de queimaduras provocadas por um ferro de passar roupa. Além disso, a vítima teve seus cabelos e seios cortados, e sua genitália dilacerada.
A jovem ainda está internada na Santa Casa e deverá permanecer pelo menos mais 15 dias no hospital devido à gravidade das agressões. Até o momento, a vítima não foi capaz de prestar depoimento, uma vez que seu estado de saúde requer cuidados e exames adicionais.
A investigação está em andamento, com três testemunhas já ouvidas e muitas outras a serem entrevistadas. A delegada destacou que a cena do crime é aterrorizante e que a equipe está coletando evidências, incluindo fotografias e depoimentos de testemunhas.
A vítima foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após as primeiras testemunhas chamarem a polícia. A linha do tempo do crime ainda não foi totalmente esclarecida devido à falta de informações.
O suspeito, Samuel Góes, prestou depoimento, mas optou por permanecer em silêncio. A família da vítima alega que o relacionamento entre os dois é antigo, mas não consegue determinar quanto tempo a jovem esteve em cárcere.
A investigação também tenta entender por que nenhum vizinho relatou ter ouvido algo. A delegada considera a possibilidade de a vítima ter estado dopada durante as agressões ou de que as pessoas na vizinhança não tenham ouvido devido à natureza do local, um condomínio de kitinetes onde a maioria das pessoas trabalha durante o dia.
O proprietário do imóvel onde o suspeito morava afirmou que Samuel havia alugado a casa cerca de três semanas atrás para morar sozinho, mas ocasionalmente a adolescente estava lá. O homem está sob custódia desde a quinta-feira (19) por meio de medida protetiva. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes desse terrível caso de violência.

