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Polícia

há 2 anos

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Apreensão de toneladas de drogas revela a realidade do tráfico em Campo Grande

De acordo com dados da Sejusp, nos últimos dois anos, apenas na capital sul-mato-grossense , foram apreendidas 8,7 toneladas de cocaína, sendo 5 toneladas em 2022 e 3,7 toneladas neste ano.

Localizada na região central de Mato Grosso do Sul, Campo Grande tem se consolidado como um importante centro de distribuição de drogas para diversas regiões do país.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), nos últimos dois anos, apenas em Campo Grande, foram apreendidas 8,7 toneladas de cocaína, sendo 5 toneladas em 2022 e 3,7 toneladas neste ano.

Em abril deste ano, foi realizada uma apreensão de 1 tonelada de cocaína, e em janeiro, 783 kg do entorpecente foram interceptados na cidade. Estes dois meses registraram as maiores quantidades de drogas apreendidas no ano.

Comparando com o histórico de apreensões desse tipo de droga em Campo Grande nos últimos nove anos (de 2013 a 2021), quando o total de cocaína apreendida não passou de 7 toneladas, é notável que em apenas dois anos, houve um aumento de 24% na quantidade de entorpecentes apreendidos na capital, o que indica a crescente presença da cocaína na cidade.

Este ano, a polícia descobriu 839 kg de cocaína em um galpão na Avenida Gury Marques. Equipes foram acionadas pela 10ª Companhia da PM para abordar um veículo que descarregou um grande volume de material em caixas. Em uma diligência, as autoridades descobriram que o interior das caixas continha cocaína, além de 20 kg de skunk. O valor estimado da droga apreendida foi de cerca de R$ 65 milhões.

Em julho, policiais do Batalhão de Choque, com a ajuda de um cão farejador, apreenderam 114 quilos de cocaína na região do Indubrasil, na saída de Campo Grande para Corumbá. Os agentes pararam o veículo porque o motorista estava transitando em velocidade acima da permitida. Após verificar a documentação do motorista, os policiais descobriram um mandado de prisão em aberto na comarca de Uberaba, em Minas Gerais. Durante uma minuciosa vistoria na carreta, com a ajuda de um cão farejador, foram encontrados 109 tabletes de cocaína nos estepes do veículo. Os 114 quilos de cocaína, oriundos da Bolívia, foram avaliados em R$ 9 milhões.

Nesta quinta-feira, a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), em conjunto com a Delegacia de Coxim, realizou a apreensão de 122 kg de cocaína em Campo Grande. De acordo com informações da investigação, os entorpecentes apreendidos estavam destinados ao centro-sul do país. Além da droga, também foram encontrados dinheiro e veículos. O prejuízo para o crime organizado, conforme a Denar, foi de R$ 2 milhões.

Além da cocaína, a capital também enfrenta a circulação de outros tipos de entorpecentes. Isso ficou evidente quando, na quinta-feira, foram descobertas 16 toneladas de maconha em um caminhão que saiu de Campo Grande e foi interceptado pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. A carga estava disfarçada como 16 mil quilos de frango congelado e foi objeto de negociação por parte de policiais civis do Rio de Janeiro.

A operação da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro resultou na prisão de quatro agentes da Polícia Civil e um advogado, acusados de tráfico de drogas e corrupção. De acordo com a investigação, os policiais utilizaram duas viaturas ostensivas da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) para abordar o caminhão que vinha de Mato Grosso do Sul transportando o entorpecente. A nota fiscal do serviço de carga indicava que os "frangos" seriam entregues a um frigorífico em Niterói. O motorista partiu de Campo Grande no dia 6 de agosto em direção à região metropolitana do Rio, e dois dias depois, na altura de Lavrinhas (SP).

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