Após a prisão de José Carlos Santana Júnior, conhecido como o "Maníaco do Parque das Nações Indígenas", uma das vítimas rompeu o silêncio e relatou sua terrível experiência durante uma entrevista na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Ela revelou que, mesmo tendo afirmado estar grávida, foi vítima de estupro por parte do criminoso.
Os eventos ocorreram em 16 de junho de 2021, por volta das 19h40, quando a vítima foi abordada por José Carlos, que aparentava estar fazendo caminhada na região do bairro Tijuca. Ela foi atacada pelas costas com um tapa "no pé do ouvido" que a derrubou no meio do mato.
O agressor arrastou a mulher pelos cabelos até uma área mais isolada, enquanto ela, na época com 40 anos, estava grávida de apenas seis semanas. Inicialmente, a vítima acreditava que se tratava de um assalto e entregou seu celular, mas o maníaco a censurou, temendo que ela gritasse.
Nesse momento, a mulher revelou sua gravidez e fez um apelo emocional: "Olha pela mulher que tu tem na sua casa e os filhos que você deixou. Não faz nada comigo não. Porque esse filho é a razão da minha vida. Eu preciso ter esse filho. Não deixa eu perder meu filho não", implorou ela ao agressor.
Após cometer uma série de atos libidinosos contra a vítima, José Carlos pegou uma camisinha e ordenou que ela se vestisse antes de deixar o local. Após a violência, a mulher procurou a DEAM e registrou a ocorrência.
José Carlos Santana Júnior, que já havia sido preso em 2007 por abusar de mais de 10 mulheres, foi solto em 2021 e cometeu outros quatro crimes semelhantes. Ele foi preso novamente recentemente, após uma investigação minuciosa da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
A prisão do criminoso faz parte da Operação "Incubus", nomeada em referência ao demônio "Íncubo", que buscava mulheres adormecidas para ter relações sexuais. A operação resultou na prisão de José Carlos Santana Júnior e em outros mandados de prisão relacionados a crimes sexuais e violência doméstica.
O modus operandi do criminoso consistia em escolher aleatoriamente suas vítimas, sem um padrão específico de monitoramento, e atacava principalmente nas primeiras horas da manhã, quando as pessoas estavam a caminho do trabalho. A detetive Analu Lacerda Ferraz detalhou que a prisão foi possível graças à identificação do veículo usado pelo agressor e a análise das imagens de câmeras de segurança.
José Carlos, mesmo após cumprir pena anterior, não demonstrou cuidado em evitar ser identificado, pois utilizava a mesma roupa que vestia durante um dos crimes no momento de sua prisão. A delegada Benicasa concluiu que o criminoso não conseguia controlar seus impulsos, apesar de tentar justificar seu comportamento como algo inexplicável.

