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Caarapó

há 8 meses

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Governo avalia compra de terras para encerrar conflito indígena em Caarapó

União estuda repetir modelo adotado em Antônio João após incêndio em fazenda; caso é tratado como crime pelo governo estadual

O governo federal estuda a aquisição de áreas reivindicadas por indígenas em Caarapó (MS) como possível solução para o impasse fundiário que se intensificou nas últimas semanas. A medida segue o precedente adotado na Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Antônio João, onde propriedades foram compradas pela União e repassadas ao povo Guarani-Kaiowá.

A discussão ganhou urgência após a sede da Fazenda Ipuitã ser incendiada durante uma retomada no último fim de semana. O governador Eduardo Riedel (PP) classificou o episódio como criminoso e afirmou ter solicitado prioridade na investigação conduzida pelas forças de segurança estaduais.

Uma força-tarefa federal, formada pelo Ministério dos Povos Indígenas, Funai e Força Nacional, já acompanha a situação. Representantes do governo devem visitar a região nos próximos dias para ouvir os envolvidos e avaliar alternativas. A disputa pela Terra Indígena Guyraroká, em Caarapó, está judicializada há cerca de 15 anos e teve sua demarcação anulada pelo STF em 2011.

Durante coletiva, Riedel afirmou que a ação teria sido promovida por um “pequeno grupo aliciado” e sem relação direta com a causa indígena. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), reforçou a posição de que qualquer prática criminosa deve ser investigada e julgada, independentemente do contexto.
 

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