Há um ano, um submarino chocou o mundo ao implodir no Oceano Atlântico com cinco bilionários a bordo. A tragédia ocorreu durante uma viagem turística para explorar a área onde o Titanic afundou em 1912. A embarcação, pertencente à empresa OceanGate, desapareceu logo após submergir, não sendo autônoma e dependendo de comunicação contínua com um navio-base.
Após quatro dias de intensas buscas envolvendo Estados Unidos, Canadá e França, as autoridades confirmaram a morte de todos os passageiros. Cada um havia pago US$ 250 mil pela experiência, que incluía explorar os destroços do Titanic, localizados a 600 km da costa do Canadá.
Inicialmente sem progressos, a operação de busca mudou de foco após detectar ruídos semelhantes a batidas na região. Um navio francês com um robô de mergulho identificou destroços próximos ao local do naufrágio do Titanic, marcando um ponto crucial na busca.
Entre os ocupantes do submarino estavam o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, o empresário Shahzada Dawood e seu filho Suleman Dawood, o explorador britânico Hamish Harding e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, especialista em naufrágios.
O submarino, com 6,5 metros de comprimento e 10 toneladas, era guiado por um joystick e não era autônomo, o que exigiu um transporte de 643 km na superfície do mar até o ponto de descida. Feito de fibra de carbono e titânio, movia-se a 3 nós (aproximadamente 5,5 km/h) e possuía capacidade para cinco pessoas.
Os restos do Titanic estão a 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico, longe da costa canadense. O submarino Titan, por sua vez, implodiu devido ao colapso em direção ao seu centro, um fenômeno conhecido como implosão.
As investigações continuam, lideradas pela Guarda Costeira dos EUA, para esclarecer as circunstâncias exatas do acidente e suas causas. O comunicado mais recente indica uma extensão indefinida das investigações, originalmente planejadas para serem concluídas neste mês de junho.

