Terça, 28 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

33°

Dólar Americano

Carregando...

-

Terça, 28 Julho 2026

Polícia

há 2 anos

A+ A-

Jovem de 16 anos mata pais e irmã por ficar sem celular

Adolescente que matou a família diz em depoimento que não se arrependeu do crime

Um terrível episódio chocou a cidade de São Paulo quando um adolescente de 16 anos confessou ter assassinado seus pais e sua irmã após uma discussão familiar por causa do uso de celular. O jovem relatou à polícia que a briga com o pai na noite anterior aos assassinatos resultou em uma punição: ficar sem acesso ao celular 

Na tarde seguinte, o adolescente, após ser chamado de "vagabundo", esperou o pai chegar em casa com a irmã mais nova e disparou um tiro fatal contra ele. Em seguida, dirigiu-se ao andar superior da residência e atirou no rosto da irmã. Mais tarde, aguardou a mãe chegar do trabalho, abriu o portão para ela entrar com o carro e a executou dentro de casa.

O jovem confessou à polícia que já havia cogitado matar os pais em outra ocasião, mas não havia seguido adiante com o plano naquela época. Agora, as autoridades estão investigando mais detalhes do caso, incluindo depoimentos de testemunhas nos próximos dias.

Surpreendido com apreensão

O jovem, ao ser informado pela polícia de que seria apreendido, demonstrou surpresa diante da notícia.

Segundo o delegado Roberto Afonso, encarregado das investigações, o adolescente não exibiu qualquer sinal de arrependimento, apenas um visível estado de choque diante da perspectiva de ser apreendido.

Os corpos de Isac Tavares Santos, de 57 anos, Solange Aparecida Gomes, de 50 anos, e Letícia Gomes Santos, de 16 anos, foram encontrados sem vida dentro da residência. O adolescente, após cometer os crimes na última sexta-feira, ligou para a Polícia Militar no domingo para confessar, utilizando a arma de fogo de seu pai, um guarda civil municipal de Jundiaí (SP).

A polícia apreendeu os celulares dos pais e da irmã, bem como o aparelho e o computador do adolescente, como parte das investigações em andamento. Afonso mencionou ainda que vizinhos, amigos e parentes serão interrogados nos próximos dias para esclarecer se houve cumplicidade no ato.

O comportamento aparentemente frio e calculista do adolescente durante o crime tem chamado a atenção das autoridades. O delegado ressaltou que o caso é perturbador devido à natureza dos assassinatos intrafamiliares.

O adolescente permanecerá sob custódia na Fundação Casa enquanto aguarda avaliação psicológica para determinar sua responsabilidade mental. A arma do crime foi encontrada no local, ainda carregada, e foi confiscada pela polícia.

O depoimento do adolescente revelou conflitos constantes com os pais, culminando no ato brutal. Ele mencionou ter se sentido pressionado e rotulado pela família devido ao uso excessivo do celular.

O caso, registrado como ato infracional por homicídio, feminicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e vilipêndio de cadáver, continua sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias e motivações por trás dessa tragédia familiar.

Veja também