O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, decretou cinco dias de luto público após um trágico acidente de helicóptero que resultou na morte do presidente Ebrahim Raisi, do ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, e de outras sete pessoas.

Em uma mensagem transmitida pelas agências de notícias estatais do Irã, Khamenei expressou suas condolências pelas perdas e confirmou que o primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Mokhber, assumirá interinamente o cargo de chefe do poder executivo. Khamenei também destacou que Mokhber deverá coordenar com os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário a eleição de um novo presidente dentro de cinquenta dias.
Além disso, o governo iraniano nomeou Ali Bagheri Kani como novo ministro interino das Relações Exteriores. Bagheri Kani, que já liderou delegações iranianas em negociações com os Estados Unidos sobre questões nucleares e trocas de prisioneiros, assume o posto após a morte de Amir-Abdollahian.
O presidente russo, Vladimir Putin, lamentou a morte de Ebrahim Raisi, descrevendo-o como um "político notável" e um "amigo verdadeiro" da Rússia. Putin ressaltou a contribuição de Raisi para o desenvolvimento das relações de vizinhança e a parceria estratégica entre Rússia e Irã. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também expressou seu pesar, destacando a importância de Raisi e Amir-Abdollahian na cooperação entre os dois países.

A relação entre Rússia e Irã tem se estreitado ainda mais desde a invasão russa da Ucrânia, com o Irã fornecendo drones Shahed para ataques contra a Ucrânia.
O acidente, ocorrido sob condições climáticas adversas no noroeste do Irã, levantou muitas questões sobre o futuro político do país e a continuidade das políticas atuais. Nos próximos dias, espera-se que o governo iraniano tome medidas para estabilizar a situação e iniciar o processo de eleição de um novo presidente.

